A SAMP, Sociedade Artística Musical dos Pousos, é uma Instituição de Utilidade Pública fundada em 1873, sediada em Pousos -Leiria, que é presidida pelo músico Carlos Lopes, cujo avô fez parte da banda, os pais conheceram-se na instituição e ele próprio começou a tocar na filarmónica aos 9 anos.O Presidente da SAMP representa, pois, a história dos longos 150 anos da SAMP. A Banda Filarmónica é o departamento SAMP que está na origem histórica da instituição, e que se assume como garante do crescimento e sustentabilidade da mesma.
Então, porque estamos a homenagear a banda filarmónica? Tudo tem uma relação com os projectos em volta desta Sociedade Artística que é muito mais que uma filarmónica. Um dos projectos é a Ópera na Prisão, uma iniciativa artística que decorre no Estabelecimento Prisional de Leiria-Jovens. O objetivo principal é a reintegração social de jovens reclusos através da prática do canto lírico e do teatro musical, com o objetivo de reduzir a taxa de reincidência criminal. O projeto é uma parceria entre a Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP) e a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, e inclui a criação de espetáculos e a abertura de um espaço artístico, o Pavilhão Mozart, para a comunidade.
Tudo isto foi realizado. Tudo isto teve o encanto dos participantes. Tudo isto foi uma acção de notoriedade, que perpassou para a comunicação social e marcou as famílias e os reclusos que participaram. A APAR esteve atenta e foi testemunha do processo mágico.
A iniciativa PARTIS (Práticas Artísticas para a Inclusão Social), da Fundação Calouste Gulbenkian, tem desde 2013 o propósito de apoiar projetos que impulsionem o papel das artes nos percursos de integração e na construção de comunidades mais justas e coesas. Ao longo de três edições foram apoiados 48 projetos num total de cerca de 3 milhões de euros de financiamento – temos de pensar em homenagear a Gulbenkian também.
Neste contexto surgem as acções da Sociedade Artística Musical dos Pousos, já envolvida noutras acções de importância social de relevo.
“O Pavilhão Mozart é, antes de mais, um espaço físico dentro de uma prisão que cresce com o projeto Ópera na Prisão, promovido pela SAMP – Sociedade Artística Musical dos Pousos no Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens (EPL-J) desde 2015. É também um modelo de trabalho, uma metodologia que se foi desenvolvendo ao longo destes anos “PARTIS”, que, além de trabalhar com criadores externos, “contempla um trabalho de cocriação, de envolvimento de toda a comunidade prisional, incluindo das famílias dos reclusos, que vão lá dentro ensaiar e atuar com eles”.
Um exemplo que quisemos destacar entre muitos fantásticos projectos que a sociedade civil, a cidadania bem intencionada tenta realizar em prol deste sector da exclusão.
